Eu não entro em uma sala de cinema desde Cisne Negro, pois teve um babaca na fila da minha frente que não parava de mexer no celular durante o filme. Ele simplesmente usou um smartphone com tela gigante e brilho no máximo durante o filme todo, e por isso, não consegui focar no filme.
Aliás, eu só fui assistir o Cisne Negro no cinema por que o Jurandir disse, no episódio do RapaduraCast, que era um filme que deveria ser visto lá. Realmente é um trabalho sensacional e estou feliz de ter ouvido o conselho dele, porém, devido ao histórico recente de experiências exclusivamente ruins, decidi que não voltaria mais ao cinemas. Aquela luz forte na minha cara, impedindo-me de usufruir de algo que comprei, foi a gota d'água. Percebi que tenho uma experiência mais gratificante e imersiva assistindo o filme em casa, com um home theater para TV ou até mesmo no computador. Agora estou ainda mais determinado a não entrar em um cinema, depois do anúncio de que a Netflix está vindo para o Brasil.
Mas não pensem que não gosto da sensação de estar dentro de um cinema, concordo que os home theater nunca terão a mesma magia de uma sala de projeção. Voltarei a frequentar esse ambiente quando as empresas administradoras tiverem uma atitude mais rigorosa a respeito da entrada de animais no recinto.
Ou quando eu já tiver esquecido a frustração e esse texto.
Ou se alguma cocota me convidar para ir ao cinema, por que todos têm o seu preço.